aprende que a vida é o jogo fútil em que brincas com a química da dor. digo uma verdade (e somente uma): nunca conheci livro tão belo como o Livro da Técnica.
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
ainda existem cerca de 19.500 armas nucleares activas, o suficiente para destruir a Terra várias vezes
aprende que a vida é o jogo fútil em que brincas com a química da dor. digo uma verdade (e somente uma): nunca conheci livro tão belo como o Livro da Técnica.
Quinta-feira, 12 de Janeiro de 2012
ainda existem cerca de 19.500 armas nucleares activas, o suficiente para destruir a Terra várias vezes
é tão cedo e eu estou tão cansado. dói-me o mundo de dentro, mas dói-me em nojo de não saber senti-lo doer. dói-me este vazio embrutecido, este vazio total e absoluto de ser só pele mole a repousar sobre as mais variadas superfícies do meu quarto (e não são assim tantas!). dói-me tanto que nem chega a doer. e escrevo sobre isto como se fosse fácil, como se escrever fosse fácil; como se a dor fosse um capricho qualquer a que me proponho alegremente, emitindo ondas cheias dos meus sorrisos faustos: ondas de uma morte rústica: eu-qualquer perdido no Interior Remoto: e, abatida a carne pelas rochas lilases, pelo sol ardente, pelos bichos curiosos e pela noite fria, recordo com o auxílio da sôfrega memória os vários tipos frio que fui sentido ao longo da minha vida para perceber que todos eles foram e vieram - ímpares retratos ardentes de dor pendurados na única parede da casa em ruínas: como um último e único reduto do que soçobrou.
aprende que a vida é o jogo fútil em que brincas com a química da dor. digo uma verdade (e somente uma): nunca conheci livro tão belo como o Livro da Técnica.





1 comentários:
Muito bom, fiquei sem palavras..
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