Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

seuil

ignorado pela face branca que se distingue entre a escuridão nocturna dos dias incertos, sigo em frente neste caminho de clausura que me imponho. os livros nunca me vão trair: as palavras são as pedras mais fiéis do rio-sem-margens nem corrente; um rio etéreo e de salvação intemporal. depois há este suicídio lento de te ter - este desfasamento grotesco dos tons e das cores das nossas almas jovens e cheias em demasia. Bloom, leva-me ao colo que só sei fazer doer. leva-me ao colo, como um puto-podre qualquer, para que não faça desnascer tudo aquilo que em mim toca. e o sol?
o sol.
o sol.
o sol.
o sol cai e eu agarro-me a ele
num abraço falso.
esboçam-se dois sorrisos nesta queda:
o de ter razão e o de não ter nada:
quem fez cair quem?

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Sexta-feira, 9 de Dezembro de 2011

seuil

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ignorado pela face branca que se distingue entre a escuridão nocturna dos dias incertos, sigo em frente neste caminho de clausura que me imponho. os livros nunca me vão trair: as palavras são as pedras mais fiéis do rio-sem-margens nem corrente; um rio etéreo e de salvação intemporal. depois há este suicídio lento de te ter - este desfasamento grotesco dos tons e das cores das nossas almas jovens e cheias em demasia. Bloom, leva-me ao colo que só sei fazer doer. leva-me ao colo, como um puto-podre qualquer, para que não faça desnascer tudo aquilo que em mim toca. e o sol?
o sol.
o sol.
o sol.
o sol cai e eu agarro-me a ele
num abraço falso.
esboçam-se dois sorrisos nesta queda:
o de ter razão e o de não ter nada:
quem fez cair quem?

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