Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011
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Quarta-feira, 16 de Novembro de 2011
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vivo em tempos demasiado coloridos. dá-me nojo tanta cor e tanta vontade de alcançar o ideal estético do Belo. merecíamos a palidez surda dos tons de antigamente; merecíamos o Chiado cheio; a cidade ainda pequena; as pessoas cópias invariáveis umas das outras, enchapeladas e atadas às gravatas-alma da cidade e da tristeza dos passeios mal calcetados. dantes, os grandes largos estavam vazios de carros e os transeuntes atravessavam onde nunca ousaríamos nós agora atravessar. vivemos num mundo cheio das cores erradas e ninguém parece aperceber-se deste caos frenético e extenuante. os casacos estão cada vez mais limpos e gastos pelos mais atrozes produtos químicos; os subúrbios engolem cada um de nós - sombras de cor a apodrecer dentro de divisões equipadas com os mais diversos aparelhos tecnológicos, entretidos e não-pensantes. devolvam ao presente os quartos castanhos sem soluções de arrumação futuristas! devolvam-nos e eu terei a minha missão cumprida.





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